sexta-feira, 10 de julho de 2015

Evento Reúne Cientistas Para Debater 40 anos de Transformações na Amazônia

30/11/2006

II Biota Amazônica acontecerá de 11 a 14 de dezembro, em Belém


De 11 a 14 de dezembro, Belém reúne grandes nomes da ciência brasileira para debater a região Amazônica. É esse o principal objetivo do II Biota Amazônica, que volta a acontecer 40 anos depois do primeiro encontro.

"Longe de ser apenas um evento comemorativo e memorialístico, o segundo simpósio tem como objetivo confrontar dados científicos e nossa realidade social. Partimos da seguinte pergunta: o que queremos para o futuro da Amazônia?", explica Nelson Sanjad, coordenador do II Biota Amazônica.

Durante quatro dias, o Hotel Crowne Plaza, em Belém, concentra as atividades do Simpósio. Ao todo, são cinco seções, com os temas: Geociências, Conservação, Zoologia, Botânica e Ciências Sociais. Os temas serão abordados em conferências, mesas-redondas e palestras.

O evento faz parte das comemorações dos 140 anos do Museu Goeldi e integra a preparação para a 59ª Reunião Anual da SBPC, que ocorrerá em Belém, em julho de 2007, com o tema "Amazônia: desafio nacional".

Para Nelson Sanjad, o evento é um marco na história da ciência na Amazônia e vai levantar novos questionamentos para as futuras políticas de preservação.

"O momento é oportuno para um balanço entre o conhecimento científico disponível sobre a Amazônia e as transformações verificadas nas últimas quatro décadas na sua paisagem e sociedade. Iniciamos um novo século com índices de destruição jamais vistos na história da humanidade, num ritmo superior ao que ocorreu na Mata Atlântica, que levou 400 anos para ser dizimada. Em apenas 40 anos, destruímos 20% da maior floresta do planeta. E as perguntas do momento são: a ciência poderá contribuir efetivamente para a conservação da Amazônia? Teremos tempo para conhecer as milhares de espécies animais e vegetais que aqui vivem?", adianta o pesquisador.

O II Simpósio deve reunir mais de 500 pessoas, entre pesquisadores, cientistas, professores e estudantes. São cerca de 25 palestrantes de fora do Pará e outros dois estrangeiros, dos Estados Unidos e da Itália.

Dentre as instituições brasileiras, estarão as mais importantes do país, como Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais, em São José dos Campos, das Universidades de Brasília, São Paulo (USP), Estadual de São Paulo (Unesp), RJ, Paraná e Uberlândia.

Organizações não governamentais também estarão representadas, por meio da Conservação Internacional do Brasil (CI-Brasil) e The Nature Conservancy (TNC). Quanto aos palestrantes de Belém, são diversos pesquisadores ligados ao Museu Goeldi, à UFPA e à Embrapa Amazônia Oriental.

A conferência de abertura será proferida por Warwick Kerr, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que terá como tema "Problemas e programas de pesquisa na Amazônia".

A palestra de Kerr, como é conhecido na comunidade científica, é uma das mais aguardadas do Simpósio. Aos 84 anos, cientista, professor e humanista, Warwick fez uma verdadeira revolução no Inpa, que assumiu a direção em 1975. Com seu esforço, transformou o Inpa em uma das principais instituições de pesquisa de biologia tropical do mundo.

Warwick também é membro da Academia Brasileira de Ciências, Academia Norte-Americana de Ciências e Academia de Ciências do Terceiro Mundo. Ao todo, são mais de 500 trabalhos publicados.

Outra referência que participa do evento é o professor da Universidade de São Paulo (USP) Aziz Ab´Saber. Humanista e geógrafo, o pesquisador possui vasta experiência em estudos sobre a devastação do meio-ambiente e políticas públicas para preservação da Amazônia.

O tema da palestra de Ab´Saber será "Conservação na Amazônia" e acontece no último dia do evento.

Também estará em Belém o pesquisador Carlos Nobre, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nobre é doutor em meteorologia pelo Massachussets Institute Of Technology e é especialista sobre as mudanças climáticas.

A importância da reunião é a mesma de 40 anos atrás, quando o Simpósio representou o primeiro esforço coletivo, em grande escala, para a discussão e a divulgação de informações científicas sobre a região.

Na época, em 1966, discutiam-se os grandes projetos na Amazônia e seus desafios para a preservação do meio-ambiente. O I Simpósio foi um marco para as políticas nacionais de ciência e tecnologia voltadas para a região amazônica.

Na ocasião, 16 países se inscreveram no evento, representando 97 instituições. Foram apresentados 227 trabalhos originais e um público de 611 pessoas inscritas.

As Atas, foram publicadas em 1967, que reunindo 169 artigos, em mais de duas mil páginas. Alguns dos trabalhos publicados no Atas são considerados, até hoje, clássicos da ciência brasileira que servem de bibliografia para novos trabalhos.

Desafios

Quarenta anos se passaram e o contexto é completamente diferente. Conforme já previam os cientistas, o cenário construído nos últimos 40 anos provocou altas taxas de desmatamento, mudança da paisagem regional e sérios problemas sociais.

Entre os fatores que contribuíram para este novo contexto, pode-se incluir o incremento de impactos provocados pelo homem, que já atingem aproximadamente 50% do território, a ampliação da economia local, a construção de grandes obras como rodovias, ferrovias e hidrelétricas. Isso além dos grandes empreendimentos industriais e a aceleração das dinâmicas sociais.

Acentuaram-se também por conta disso as migrações, conflitos agrários e étnicos, as disputas por assentamentos e demarcação de terras e discussão dos direitos indígenas.

O atual panorama exige a urgência de um evento como o II Simpósio. "A política de ocupação feroz da região mal se iniciara naquela época. Por sua vez, as áreas onde ocorria o maior número de impactos antrópicos eram restritas ao leste do Pará, zona de ocupação mais antiga da região, e no entorno das principais cidades", completa Sanjad.

Paradoxalmente a esse contexto de desigualdades e projetos que reduziram a biodiversidade amazônica, nunca se pesquisou tanto na Amazônia como nos últimos 40 anos. Apesar disso, os estudos ainda correm em proporção inferior ao que a região demanda.

"Hoje corremos contra o tempo. Precisamos de investimentos urgentes na formação de cientistas e na infra-estrutura das instituições regionais. Mais do que nunca são necessários grandes projetos em rede, nos quais possam ser concentrados esforços e realizados estudos comparativos e simultâneos", avalia Sanjad.

Apesar da necessidade de novas políticas que favoreçam a ciência produzida na e para a Amazônia, a evolução do número de pesquisadores na região cresceu bastante.

"Hoje há muito mais gente estudando a Amazônia, publica-se mais e existe um número superior de instituições de ensino e pesquisa na região. Temos um sistema regional de ciência e tecnologia, ainda que muito restrito para as necessidades atuais da região. Por exemplo, os cursos de pós-graduação são concentrados em poucas cidades e instituições e formam cientistas em número insuficiente para o desafio que temos diante de nós. Por sua vez, as organizações não governamentais também adquiriram um nível de profissionalização e uma visibilidade que antes não tinham, sendo hoje importantes núcleos de interlocução científica. Um dado interessante é que atualmente não precisamos recorrer a cientistas estrangeiros para discutir a Amazônia, como aconteceu no encontro de 1966, freqüentado sobretudo por cientistas de outros paises", avalia Sanjad.

Histórico

A idéia de um simpósio sobre a Biota Amazônica surgiu em 1965, durante reunião do conselho diretor da Associação de Biologia Tropical. O objetivo era claro: produzir e estimular pesquisas e fortalecer o intercâmbio de pesquisadores em biologia tropical.

Os cientistas reunidos sabiam que no ano seguinte, 1966, o Museu Paraense Emilio Goeldi completaria seu primeiro centenário e Belém, onde fica o MPEG, comemoraria 350 anos de fundação. Decidiu-se então homenagear Belém e o Museu Goeldi com um grande evento.

No I Simpósio sobre a Biota Amazônica, foram firmadas parcerias que nortearam o rumo das pesquisas científicas na Amazônia.


(Fonte: Assessoria de Comunicação do Museu Goeldi)

Museu de História Geológica do RS Já Está em Funcionamento

30/11/2006

O museu localiza-se no Prédio 6 da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS

O Museu teve o patrocínio do Banco Santander (projeto arquitetônico, painéis e execução) e da Fapergs, na infraestrutura do repositório de referência, bem como da Unisinos.

Constitui a primeira iniciativa de um espaço criado pela universidade dos Núcleos de Ciência e Tecnologia, os NITs, com vistas a despertar o interesse do jovem pela pesquisa e impulsionar a ciência e as novas tecnologias.

Conta com múltiplos espaços, o Museu propriamente dito, o Laboratório de História da Vida e da terra (LaViGaea), para a preparação e guarda das coleções, o Museu Aberto, com a reprodução de réplicas de afloramentos para atividades com alunos, o Jardim Paleobotânico, um Auditório para eventos e, um galpão para guarda e estudo de testemunhos de sondagem, com sala de aula anexa.

Do acervo do Museu fazem parte mais de 5000 amostras de referência e o material exposto no Museu, específico para as ocorrências do Estado do Rio Grande do Sul, sabidamente rico em ocorrências de rochas e minerais e de fósseis.

Mais detalhes podem ser obtidos com Anamaria Stranz (astranz@unisinos.br ) e com Tânia Dutra ( tdutra@unisinos.br ), responsáveis pela parte científica do Museu.


(Fonte: Jornal da Ciência)

Agência Espacial Brasileira lança revista “Espaço Brasileiro”

30/11/2006

A nova publicação da AEB foi apresentada na cerimônia de sexta-feira última, quando os vencedores do Concurso Nacional de Desenho “Brasil e o Espaço” receberam seus prêmios e 40 pessoas que contribuíram para o êxito da Missão Centenário receberam moedas cunhadas pela Casa da Moeda em comemoração ao primeiro vôo de um astronauta brasileiro.

Participaram do ato o presidente da AEB, Sergio Gaudenzi, e o astronauta Marcos Pontes, além de outras autoridades.

A revista “Espaço Brasileiro”, com tiraram de 10 mil exemplares, publica matérias sobre temas de atualidade:

- A nova empresa brasileiro-ucraniana, Alcântara Cyclone Space, que vai explorar lançamentos comerciais do foguete Cyclone-4 a partir de Alcântara, no Maranhão

- Entrevista com o presidente da AEB, Sergio Gaudenzi, em que ele afirma: “Com o pleno funcionamento do Centro Espacial de Alcântara, com até quatro empresas operando, prevê-se que o Brasil poderá participar em até 30% do mercado mundial de lançamentos, que entre 2004 e 2013 deverá movimentar, aproximadamente, 13 milhões de dólares”.

- O foguete-sonda brasileiro VSB-30, em fase final de teste de qualificação, que já é utilizado no Programa de Microgravidade da Agência Espacial Européia.

- Os preparativos para o lançamento do satélite Cbers-2B, de observação dos recursos terrestres, em 2007, levando adiante o programa de cooperação espacial entre o Brasil e a China.

- Os resultados dos experimentos realizados pelo astronauta brasileiro a bordo da Estação Espacial Internacional.

- Quem tem medo da Hidrazina?, reportagem que procura responder aos rumores espalhados em anos recentes, segundo os quais combustíveis usados na propulsão de lançadores de satélites como a NDMA e as hidrazinas criariam graves riscos para as pessoas e o meio ambiente. O texto, assinado por D. Bastos Netto e C. E. R Sales, do Laboratório Associado de Combustível e Propulsão (LCP) do Inpe em Cachoeira Paulista, SP, procura mostrar que os eventuais riscos dos referidos combustíveis podem ser contornados com um “uso cuidadoso” e que o Centro de Alcântara oferece menos perigo que “outros campos de lançamento, cercado por grandes concentrações de população”.

- Os planos para montar o Centro Espacial de Alcântara, com toda a infra-estrutura de água e saneamento, telecomunicações, porto e aeroporto, plataformas para lançamentos comerciais, centros de ensino, pesquisa e desenvolvimento, residências, hotel, hospital etc., mudando totalmente o conceito que se faz hoje de Alcântara como base militar que é.

- Os estímulos do setor espacial ao desenvolvimento da indústria de alta tecnologia.

- O programa “AEB Escola”, que divulga as atividades espaciais e o programa espacial brasileiros entre os jovens.

A publicação não tem um jornalista responsável. O expediente menciona a Coordenação de Comunicação da AEB, que tem como titular Andréia Araújo, e a consultoria editorial de Vera Canfran, que, como se sabe, responde pela Assessoria de Comunicação do Ministério da C&T.

Entre os dirigentes da AEB ficou faltando uma referência a um setor essencial nas atividades espaciais, o de cooperação internacional, conduzida hoje pelo competente embaixador Carlos Campelo. Mas falhas como essa poderão ser sanadas já na próxima edição.

Atenção: Se você quiser receber um exemplar da revista “Espaço Brasileiro”, escreva para ccs@aeb.gov.br

(Fonte: AEB)

Lançado Atlas das Áreas com Potencial de Riscos do Espírito Santo

22/11/2006

Mapeamento inédito detalha áreas com riscos de desastres em todo o Espírito Santo

A população capixaba ganha um importante aliado para conhecer as áreas de risco de desastres no Espírito Santo e exigir do poder público providências e investimentos. Um projeto inédito da Defesa Civil Estadual mapeou os principais pontos do Estado onde podem ocorrer diversos fenômenos, como incêndios florestais, acidentes rodoviários, deslizamento de encostas, casos de dengue e leptospirose, riscos de inundação, dentre outros.

O Atlas das Áreas com Potencial de Riscos do Espírito Santo é o mais completo do país. Em entrevista ao programa CBN Cotidiano, da Rádio CBN Vitória (93,5 FM), o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Frônzio Calheiras, ressaltou a importância do estudo tanto para as administrações municipais quanto para a população capixaba.

"É necessário conhecer, primeiramente, as áreas de maior risco de desastres para depois empregar recursos públicos para diminuir esses riscos. Com esse atlas, temos uma ferramenta desenvolvida com base científica e saímos daquele tempo em que os recursos públicos eram aplicados com base no achismo. Agora, os moradores terão conhecimento sobre a possibilidade de ocorrência de áreas de risco e, após avaliação dos mapas, poderão cobrar dos próprios administradores do município ações para minimizar os riscos".

Fronzio Calheiras avaliou que o problema ambiental mais grave, constatado no Atlas e que deve ter atenção emergencial do poder público, é o risco de desabamento de encostas.

"Nós temos hoje cidades muito populosas em todo o Espírito Santo com moradias localizadas em áreas consideradas de risco de deslizamento. É o tipo de problema que é mais urgente de ser tratado, porque é o que o mais vitima pessoas nos momentos de elevada precipitação hídrica", explica o coronel.

Outro dado importante do estudo é a perda do solo. Em várias regiões do Estado, por exemplo, existem áreas com perda superior a cinco toneladas de terra/hectares por ano. Terras férteis estão sendo levadas para os rios e provocando prejuízos na agricultura e no meio ambiente. A região mais afetada por esse fenômeno com maior gravidade é a Noroeste do Estado.

O Atlas apresenta também os trechos com maiores índices de acidentes nas rodovias que cortam o Espírito Santo. O cidadão pode constatar, por exemplo, que, em 2005, o trecho da BR 101 compreendido entre os municípios da Serra e Aracruz foi o que registrou o maior número de acidentes: foram 1.163. Já na BR 262, entre Marechal Floriano e Venda Nova do Imigrante, ocorreram 292 acidentes no ano passado.

O Atlas das Áreas com Potencial de Riscos do Espírito Santo foi realizado, durante um ano, a partir de um convênio entre a Coordenação Estadual de Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros do Estado e o Instituto de Pesquisa Jones dos Santos Neves. Com essa ferramenta de estudo, o Espírito Santo passa a ser um modelo de mapeamento de áreas de risco para outros estados.

A população pode ter acesso ao Atlas pelo endereço:
www.defesacivil.es.gov.br/riscos/Riscos.htm


(Fonte: Gazeta On Line, ES)

Satélites Russos de Navegação Terão Cobertura Global em 2009

30/11/2006

Os satélites russos Glonass terão cobertura global no final de 2009, o que permitirá que a Rússia concorra com a americana Navstar GPS no mercado mundial de serviços de navegação e posicionamento espacial.

"O sistema Glonass terá alcance nacional no final de 2007 e até o fim de 2009 oferecerá serviços de navegação via satélite para usuários em qualquer ponto do planeta", declarou hoje o vice-primeiro-ministro russo e ministro da Defesa do país, Serguei Ivanov.

Criado na época da URSS, a antiga União Soviética, o sistema de satélites Glonass determina com grande exatidão as coordenadas de objetos móveis que estão no ar, na terra ou no mar.

Até o final dos anos 80, o sistema Glonass tinha cobertura mundial. Mas ficou obsoleto por falta de financiamento, a partir de 1991. O sistema conta, atualmente, com 12 satélites operacionais e um de reserva para trabalhos de navegação em parte do território russo.

Ivanov disse que, no final do ano, a Rússia colocará em órbita outros três satélites da série Glonass, continuando a construção das estações terrestres de rastreamento e de recepção do sistema.

"No próximo ano, os usuários poderão comprar receptores de fabricação russa que também vão operar com o sistema GPS (sistema de posicionamento global por satélite) e outros sistemas em desenvolvimento", afirmou o ministro.


(Fonte: Folha On Line)

Nokia vê Crescimento em Vendas de Dispositivos de Navegação

30/11/2006

A Nokia espera que as vendas de aparelhos eletrônicos de navegação --incluindo aparelhos de GPS (sistema de posicionamento global por satélite-- aumentem 30 vezes nos próximos cinco anos --em relação aos 15 milhões de unidades previstos para 2006.

Uma grande fatia do crescimento virá dos chips baratos de GPS, que devem ter seu preço reduzido para US$ 2 nos próximos dois anos, sendo incluídos em celulares --como em novos modelo da Nokia N95 e aparelhos iPaq da Hewlett-Packard . A Nokia planeja vender softwares de navegação de carros por 69 euros, ante os atuais 300 euros.

Os chips de localização em celulares permitiriam novos serviços, como a indicação do restaurante mais próximo. A Nokia pretende oferecer os serviços gratuitamente aos consumidores, mas pretende cobrar das empresas indicadas pelo serviço de orientação.

"Muita coisa seria gratuita ao usuário, mas a Nokia receberia 5% dos negócios", disse Halbherr. Serviços mais sofisticados, como guias interativos de cidades, deverão ser pagos pelos usuários.


(Fonte: Folha On Line)

Relatório Mapeia Zonas Africanas Mais Vulneráveis ao Aquecimento

30/11/2006

Grandes trechos do sul do Níger e do Chad e grande parte da Etiópia são as áreas mais vulneráveis de um continente que pode ser o mais prejudicado pelo aquecimento global, disseram pesquisadores na terça-feira.

A África é o lugar que menos emite os chamados gases do efeito estufa, mas seu subdesenvolvimento faz com que esteja menos preparada para lidar com as consequências.

Muitas das áreas identificadas nesse mapeamento já estão entre as mais pobres do continente.

"A situação é alarmante, não só em relação à mudança climática", disse Mario Herrero, do Instituto Internacional de Pesquisas Animais, ao lançar o relatório. "Em toda a África, os ecossistemas também estão mudando devido a pressões populacionais e à degradação de recursos naturais", disse ele a jornalistas.

O relatório, chamado "Mapeando a Vulnerabilidade e a Pobreza na África", estudou o risco do aquecimento global levando em conta fatores ambientais, de saúde pública, acesso a mercados, níveis de pobreza e transparência administrativa, entre outros.

O estudo concluiu que a agropecuária de subsistência, que depende das poucas chuvas de regiões áridas e semi-áridas, é o setor mais vulnerável.

"Essas descobertas apresentam um imenso desafio", disse Tom Owiyo, co-autor do estudo. "A mudança climática apresenta um desafio ético global, além de um desafio de desenvolvimento, ciência e organização na África."

Cerca de 189 países estão com representantes em Nairóbi avaliando as opções para um novo acordo global contra o aquecimento. Um dos principais itens da agenda é como ajudar a África a se adaptar ao fenômeno.


(Fonte: Reuters)